18.6.26

Mosaicos do Rabaçal e Conímbriga na Turquia

Participação portuguesa integra também o Movimento para a Promoção da Candidatura de Conímbriga a Património Mundial da UNESCO

Os mosaicos das Estações do Ano da Villa Romana do Rabaçal (Penela) e Conímbriga (Condeixa-a-Nova) vão ser apresentados no 3.º Encontro Internacional RoGeMoPorTur (Roman GeometricMosaics in Portugal and Türkiye), que decorre de amanhã a domingo, em Iznik, antiga Niceia, na Turquia. O encontro reúne especialistas de vários países para discutir o tema “Personificações e Alegorias nos Mosaicos Romanos”.

A edição deste ano conta com participantes de Portugal, Turquia, França, Itália e Espanha, reforçando o diálogo internacional sobre o estudo do mosaico romano.

A participação portuguesa integra também o Movimento para a Promoção da Candidatura de Conímbriga a Património Mundial da UNESCO, que pretende reforçar o reconhecimento internacional do sítio arqueológico.

O arqueólogo Miguel Pessoa explica que os dois conjuntos têm histórias diferentes. "O conjunto do Rabaçal foi identificado entre 1985 e 1987 e o de Conímbriga foi descoberto em 1939", refere.

Para o investigador, a presença portuguesa neste encontro é uma oportunidade importante. "Vamos ter a possibilidade de comparar com outros sítios do Império Romano e de divulgar nosso património", refere. Sobre o conjunto do Rabaçal destaca o seu valor artístico, tratando-se de "um raro exemplo de arte proto-bizantina em Portugal".

O encontro é organizado pela Universidade Uludağ de Bursa, em colaboração com a Universidade Nova de Lisboa, a AIEMA e a APECMA. As edições anteriores realizaram-se em Alter do Chão e em Lagos.

O arqueólogo adianta que há vontade de continuar com esta cooperação e o desejo é que o próximo encontro seja também em Portugal.

Fonte: Diário de Coimbra

2.11.25

Descoberto hipódromo romano em Kayseri

Descoberto hipódromo romano em Kayseri

Arqueólogos turcos descobriram vestígios de um hipódromo romano na cidade de Kayseri — a antiga Cesareia, capital da Capadócia e um importante centro comercial do Médio Oriente. O hipódromo foi fundado durante o reinado do imperador Tibério (14 d.C.–37 d.C.). Segundo as autoridades municipais, permaneceu escondido debaixo de um aterro sanitário até agora, dois mil anos depois da sua construção. 

Para chegar à descoberta, terão sido analisados mapas do século XIX e registos de viajantes e de historiadores, nomeadamente, Gregorios Bernardakis, Levides, Arshak Alboyaciyan, Vital Kunet e Friedrich Hild.

Num dos registos, foi encontrado um desenho de uma estrutura circular com a palavra "Circo" escrita por cima.  Comparando-o com imagens atuais, determinaram a sua possível localização.


Fotografias aéreas históricas da Direção-Geral de Cartografia indicam que, entre 1950 e 1980, este terreno foi utilizado como aterro sanitário municipal, tendo sido aí despejados milhares de quilos de entulho — aproximadamente 20 metros de aterro.


Trata-se de um hipódromo, um recinto em forma de U onde cavalos e bigas competiam perante grandes multidões. O circuito descoberto tem 450 metros de comprimento e é considerado uma das maiores estruturas da Capadócia desse período.

Durante o período helenístico, a cidade era designada por Mazaka. Por volta de meados do século III a.C., passou para o domínio da dinastia Ariarates e passou a chamar-se Eusébia do Reino da Capadócia. Mais tarde, os romanos incorporaram-na no seu controlo durante o período de expansão imperial. Tibério passou a designá-la de Cesareia, em homenagem a César, refletindo a sua posição privilegiada em comparação com outros centros urbanos.


Durante este período, tornou-se um local fundamental na província da Capadócia e em todo o mundo romano. Além disso, era considerado influente na cultura e na administração pública. O hipódromo era o local perfeito para a elite se reunir, não só para assistir às corridas de cavalos, mas também para testemunhar grandes eventos imperiais.

(Fonte: Globo)

8.10.23

Izmir: Descoberta de três estatuetas com 7.700 anos no Sítio Arqueológico de Ulucak

Izmir: Descoberta de três estatuetas com 7.700 anos no Sítio Arqueológico de Ulucak

Foram descobertas três estatuetas antropomórficas que datam de há 7.700 anos, durante escavações no Sítio Arqueológico de Ulucak, em Izmir, na Turquia. 

Estas estatuetas de cerâmica são distintas dos achados típicos do local, que geralmente apresentam figuras femininas com ancas largas. Acredita-se que duas das novas estatuetas representam um casal, usando trajes e chapéus semelhantes, enquanto a figura feminina segura um bebé, representação também encontrada mais tarde nos Balcãs. 

Escavações em Ulucak, Sítio pré-histórico descoberto pela primeira vez em 1960, revelaram também potes de cerâmica, ferramentas e outros artefactos.

(Fonte: Hürriyet Daily News)

6.10.23

Ordu: Descoberta de mosteiro bizantino

Foi descoberto um mosteiro bizantino, na província de Ordu, dedicado ao imperador romano Constantino e à sua mulher Helena, durante escavações numa área onde já tinham sido descobertas oito sepulturas com cerca de 2.000 anos, datando da época romana. Um dos sarcófagos continha restos humanos, moedas, pulseiras de vidro, um anel de ouro, fivelas de cinto, uma garrafa de vidro em forma de lágrima, um jarro de cerâmica e garrafas de vidro fragmentadas.

As escavações começaram em 2021, quando, durante a construção de uma estrada em Fatsa, um operador de uma escavadora notou uma camada incomum de material e informou as autoridades locais.

(Fonte: Hürriyet Daily News)

5.9.23

Reconstrução de rosto em crânio desenterrado na Necróple de Juliopólis


O rosto foi reconstituído com base num crânio com uma deformação misteriosa descoberto numa necrópole do século 3 d.C., no sítio arqueológico de Juliopolis, uma cidade antiga localizada na atual província de Ancara.

Trata-se do único crânio deformado datado do período romano descoberto na Anatólia. A sepultura continha restos mortais de um total de sete indivíduos, dos quais dois apresentavam estranhas marcas de deformação propositada nos crânios.

O local foi datado com base em moedas e brincos de bronze e as características morfológicas do crânio sugeriram o seu sexo e datação, com os graus de fechamento da sutura craniana indicando que terá morrido jovem, quando tinha entre 25 e 35 anos de idade.

A reconstituição foi conduzida pelo designer 3D brasileiro Cicero Moraes, em colaboração com os arqueólogos Evren Sertalp e Erge Butün, da Universidade de Hacettepe, em Ancara, na Turquia. Os resultados foram publicados num artigo no site Research Square, a 17 de agosto.

Deformação misteriosa


Os autores do estudo identificaram uma deformação no crânio da mulher de Juliópolis resultante da "aplicação de elementos mais flexíveis, como ligaduras, fitas ou tiras transversais". Essas amarras foram unidas a "outros materiais não plásticos" na parte de trás da cabeça, segundo descrevem no artigo.

Os pesquisadores apontam ainda que dois objetos duros de aproximadamente 5 cm de diâmetro foram utilizados logo acima da testa da mulher. Além disso, havia duas marcas de bandagens na sua caixa craniana.

Recriando o rosto de Juliópolis

Os autores do estudo criaram uma modelagem 3D do crânio por fotogrametria. Isto é, o fóssil foi colocado numa placa giratória e fotografado de diferentes ângulos. Um total de 113 fotografias foram tiradas, sendo que 95 foram utilizadas para o modelo.

No entanto, faltava no crânio a mandíbula e vários dentes superiores. Essas partes foram recriadas digitalmente com base numa biblioteca virtual de doadores que contém imagens de outros ossos.

Uma malha 3D de um doador virtual apropriado foi usada para substituir a mandíbula e os dentes perdidos da mulher turca. A equipa realizou a reconstrução facial utilizando o software Blender com o complemento OrtogOnBlender e o seu submódulo ForensicOnBlender.

“A projeção e a estrutura da face foram determinadas pelos dados adquiridos nas medidas do crânio”, descrevem os pesquisadores, que apresentaram os resultados em escala de cinza e em cores. “Por fim, foi criado o detalhe do rosto e do cabelo, e as imagens finais foram geradas”, acrescentam.

Com a aproximação facial do crânio, os autores pretendem aumentar ainda mais a visibilidade e o reconhecimento do fóssil. “A reconstrução facial deste crânio feminino deformado demonstrará como o povo de Juliópolis do passado pode ter sido”, afirma a equipa. “Além disso, [o estudo] mostra como completar as lacunas de uma amostra – como a mandíbula, neste caso – utilizando dados digitais apropriados, o que pode servir de exemplo para estudos futuros”, concluem.

(Fonte: Galileu)

1.9.23

Estátua romana exposta em museu nos EUA apreendida após reivindicação da Turquia

Este processo relacionado com a estátua exposta no Museu de Arte de Cleveland faz parte de uma grande investigação sobre o roubo e tráfico de peças arqueológicas da Turquia para os Estados Unidos.

A justiça norte-americana determinou a apreensão de uma enorme estátua romana de bronze e cobre, exposta num museu de Cleveland e que se acredita representar o imperador e filósofo Marco Aurélio, depois de ter sido reivindicada pela Turquia.

A apreensão foi determinada pela juíza Ruth Pickholz do Supremo Tribunal, depois de a estátua ter sido reivindicada pela Turquia, divulgou na quarta-feira um meio de comunicação local de Cleveland, no Estado de Ohio, antes de a notícia chegar esta quinta-feira aos media nacionais.

A justiça norte-americana avaliou a estátua - sem cabeça - em 20 milhões de dólares (cerca de 18,4 milhões de euros) e estima que esta tenha 1.800 anos, segundo o jornal New York Times.

O artefacto seguirá para Nova Iorque, porque é neste local que decorre a investigação sobre a rede de tráfico de antiguidades.

A Turquia reivindica a estátua há algum tempo, alegando que esta desapareceu do seu território num roubo por volta de 1960, mas o museu de Cleveland rejeitou o pedido, alegando que não foram apresentadas provas dessa acusação.

Não é a primeira vez que a Turquia identifica peças roubadas e transferidas para os Estados Unidos, tendo já reivindicado e obtido peças encontradas no Metropolitan Museum de Nova Iorque, no Museu de Arte Etrusca, Grega e Romana da Universidade Fordham ou no Museu de Arte de Worcester em Massachusetts.

Esta notícia surge num momento em que há uma crescente consciência dos direitos patrimoniais de cada país e um olhar mais crítico sobre a forma como muitas das peças saíram de países asiáticos, africanos e até do sul da Europa para irem parar a museus norte-americanos ou europeus.

(Fonte: SIC)

30.10.20

Izmir: Descoberta estatueta de deusa mãe com 8200 anos


As escavações arqueológicas nos sítios de Yeşilova e Yassıtepe, no distrito de Bornova, em Izmir, revelaram recentemente a descoberta de uma figurinha de uma deusa mãe com 8200 anos, pesos de redes relacionados com a pesca, vários tipos de jóias, assim como fósseis de peixe e numerosos restos de mexilhões.

A história da cidade, anteriormente estimada em 5000 anos, foi agora reavaliada para cerca de 8500 anos.

Foram igualmente encontrados muitos restos de seres marinhos com milhares de anos, como douradas, raias venenosas, ouriços-do-mar, ostras e mexilhões, provando que os primeiros habitantes de Izmir ja consumiam frutos do mar, especialmente mexilhões, há 8500 anos.

A descoberta mais impressionante deste ano nas escavações foi uma figurinha de mármore da deusa mãe, sem cabeça, e um copo de vidro, ambos com 8200 anos. Também um grande número de pesos de rede relacionados com a pesca datam do mesmo período. A presença de redes de pesca confirmou que os primeiros habitantes de Izmir estavam muito interessados na pesca. Diversos itens de joalharia, como medalhões e pendentes, também fazem parte dos achados.

Zafer Derin, diretor das escavações, afirmou que as escavações deste ano terminaram após seis meses de trabalho intenso e que os cerca de 250 achados desenterrados seriam entregues ao Museu de Izmir.

(Fonte: Hürriyet Daily News)

24.10.20

Istambul: Mosaicos romanos e bizantinos em Kazlıçesme

Mosaicos descobertos em Kazlıçeşme, Zeytinburnu, Istambul e que se acredita pertencerem ao período Romano Tardio e ao início do Bizantino, foram apresentados no Centro de Artes de Kazlıçeşme.

Foram encontrados durante o restauro de um edifício histórico em Kazlıçeşme, onde a Câmara Municipal de Zeytinburnu esteve localizada durante anos e revelados num simpósio organizado pela Câmara Municipal de Zeytinburnu, a 22 de outubro.

A abertura do simpósio, onde se discutiram a cultura, as tradições e os valores de diferentes épocas, foi feita pelo presidente da Câmara Municipal de Zeytinburnu, Ömer Arısoy.

Arısoy afirmou, durante o simpósio, que Zeytinburnu se encontra sobre importantes tesouros, tal como Istambul. Referiu ainda que os esforços para transformar Zeytinburnu num "vale da cultura" começaram em 1999 e que, em linha com as sugestões do falecido arquiteto Turgut Cansever, que conhecia o potencial histórico e cultural da região, foi realizada uma ação de restauro cultural para criar o "Vale da Cultura".

Sobre os mosaicos, a professora Asnu Bilban Yalçın disse que "os mosaicos de Zeytinburnu e similares são, na verdade, testemunhos materiais da transição para uma nova ordem, a continuidade e mudança da produção cultural, que definimos como o período Romano Tardio. A ornamentação e a formulação do magnífico pavimento aqui mostram-nos como a linguagem cultural comum romana continua de forma vincada". Salientando a importância dos mosaicos, Yalçın afirmou que "estes magníficos mosaicos de pavimento, que foram descobertos por acaso no edifício histórico da Câmara Municipal de Zeytinburnu, irão fornecer informações importantes que irão contribuir para a história, o acervo artístico e cultural de Istambul."

O arqueólogo Nezih Başgelen mencionou que, para um trabalho biográfico, encontraram os cadernos de Rüstem Duyuran, um dos arqueólogos do Museu Arqueológico de Istambul. Duyuran fez registos visuais que documentam todas as etapas do surgimento do mosaico, disse Başgelen.

A área onde os mosaicos de Zeytinburnu foram encontrados, e o edifício histórico que serviu de sede à Câmara Municipal de Zeytinburnu durante 25 anos, foi, na realidade, um campo de batalha durante muito tempo após o período Romano Tardio e início do Bizantino.

Durante o período Otomano, no século XVIII, o edifício funcionou hospital militar e, em 1984, como Câmara Municipal de Zeytinburnu. Quando a Câmara Municipal se mudou para o novo edifício, iniciou-se um processo de restauro de três anos. Durante as obras, foi encontrado um mosaico do período Romano, datado do século V, que foi colocado sob vidro para ser visitado. Com a possibilidade de se encontrarem outros mosaicos fora do edifício, as escavações continuam no jardim. O edifício foi aberto ao público como Centro de Artes de Kazlıçeşme e, após a conclusão das escavações em curso, será transformado num museu de mosaicos.

(Fonte: Hürriyet Daily News e ArtDogIstanbul)

13.10.20

Descoberta recente de artefactos pode mudar a história de Istambul

Devido à construção do metro e ferrovias no distrito de Beşiktaş, nos bairros de Haydarpaşa e Yenikapı, e aos trabalhos de remoção de solo no distrito de Silivri, muitos artefactos foram descobertos, nas escavações conduzidas pelo Museu Arqueológico de Istambul, e remontam a 6500 a.C., a data de fundação da metrópole.

O mais antigo cemitério de estilo "kurgan" foi encontrado no bairro de Canbaztepe, no distrito de Silivri. Kurgan, que significa "castelo" em turco antigo, é o nome dado a um cemitério antigo coberto de areia e que se assemelha a uma pequena colina. No kurgan, foram encontrados ossos de um comandante, datados de 3500 a.C. e uma ponta de lança datada de  5500 a.C.

Durante as escavações em Haydarpaşa, foram encontradas muralhas da cidade e restos de edifícios da histórica Khalkedon, "Terra dos Cegos".

Nas obras do metro, no distrito de Beşiktaş, foram desenterrados vestígios dos primeiros turcos da metrópole, cerca de 80 cemitérios kurgan, machados e muitos potes e panelas que datam de 3.500 a.C.

No bairro de Yenikapı, foram encontrados cerca de 37 restos de navios submersos, dois remos de canoa e 2080 pegadas. Entre os artefactos encontrados, estavam dados de marfim com 1600 anos, sandálias com 1500 anos e com uma inscrição: "use estas em dias saudáveis e felizes, minha senhora", e um pente de madeira com 1600 anos, com a seguinte gravação em latim: "ó Senhor, por favor, ajude".

(Fonte: Hürriyet Daily News)

8.10.20

Antália: Escavações em Myra-Andriake revelam 'importantes' achados




As escavações de verão no sítio arqueológico de Myra-Andriake, no distrito de Demre, na província de Antália, terminaram, com as descobertas realizadas a serem consideradas algumas das mais importantes.

"Encontrámos respostas para muitas questões nas escavações deste ano que realizámos na orquestra. Foram encontradas estruturas da era helenística, restos arquitetónicos e edifícios. Entre estas descobertas estavam grandes quantidades de cerâmica, figurinhas de terracota, potes de cerâmica, lucernas, metais de prata e bronze e moedas. Quanto às figurinhas, podemos dizer que são as descobertas mais importantes do ano", afirmou Nevzat Çevik, académico do Departamento de Arqueologia da Universidade Akdeniz, que liderou as escavações de verão.

Neste 11.º ano das escavações, participaram 10 académicos, sete doutorandos, quatro arqueólogos e cinco estudantes de arqueologia das universidades de Akdeniz, Istambul e Koç, juntamente com 10 trabalhadores.

As escavações, que duraram três meses, escavaram os quartos inferiores do edifício da cena do Teatro da Antiga Cidade de Myra, revelando quatro metros da secção da orquestra. As camadas da era helenística vieram à tona, respondendo a grande parte das questões antecipadas sobre como eram os tempos helenísticos.

Observando que as escavações realizadas na secção da orquestra responderam a muitas questões, Çevik disse: "Encontrámos estruturas da era helenística, restos arquitetónicos e potes. Durante estes trabalhos e estudos arquitetónicos na orquestra, deparamo-nos com um grande conjunto de descobertas que estavam espalhadas num espaço. Datam do final do século IV e do início do século I."

Descrevendo as figurinhas encontradas e destacando a sua importância, afirmou: "Entre elas estavam figurinhas de cerâmica e terracota, potes de cerâmica e velas, metais de prata e bronze e moedas. As figurinhas são as descobertas mais importantes do ano. É a primeira vez que muitas coleções muito ricas foram encontradas juntas. Além de figuras da vida quotidiana, como mulheres, homens, crianças, cavalaria, há também deusas como Leto, Ártemis e Hércules."

"Posso dizer que as escavações que realizámos no Teatro da Antiga Cidade de Myra neste verão deram um dos presentes mais importantes do ano para a arqueologia da Anatólia", acrescentou Çevik, afirmando ainda que iriam continuar com os trabalhos de conservação e restauro do sítio durante dois meses no período de outono.

(Fonte: Hürriyet Daily News)

10.6.19

Göbeklitepe e a alteração da história


A Anatólia tem sido uma região popular para o assentamento ao longo da história, devido à sua localização geopolítica e terras férteis. A humanidade, por sua vez, tem consistentemente construído locais de culto do passado até o presente. Os primeiros períodos da civilização estão atualmente a ser reescritos com Göbeklitepe – o local do templo mais antigo conhecido do mundo.

Göbeklitepe, a 22 quilómetros a norte de Şanlıurfa, é 7000 anos mais antigo que o Stonehenge de Inglaterra e 7500 anos mais antigo que as pirâmides egípcias. Este sítio arqueológico, com 11600 anos, abalou as ideias dos cientistas sobre a origem da civilização desde que as escavações foram iniciadas em 1995, levando a reinvestigar inúmeros factos.

Lar dos templos mais antigos descobertos até hoje, Göbeklitepe foi construído durante a última fase da transição da humanidade para a agricultura e criação de gado. Partindo do facto de a região ser antiga, a ideia de que a agricultura levou à civilização perdeu validade. A visão geral até hoje era que as sociedades complexas se formaram como resultado do excedente de colheitas produzidas depois de os caçadores-recoletores se terem instalado.

Göbeklitepe abriu essa opinião popular à discussão. O arqueólogo Professor Klaus Schmidt, que liderou as escavações durante 19 anos a partir de 1995, propôs que a linha cronológica da humanidade seria alterada com Göbeklitepe.

De acordo com Schmidt, a força de trabalho necessária para construir as estruturas levou ao desenvolvimento da agricultura como forma de fornecer provisões aos trabalhadores. As comunidades numerosas tinham o desejo de estar perto de locais de culto e, como os recursos no ambiente eram insuficientes para satisfazer as necessidades dessas comunidades, as pessoas foram forçadas a envolver-se na agricultura. No complexo de edifícios descoberto em Göbeklitepe, não havia vestígios de um telhado, e estes edifícios foram reconhecidos como templos ao ar livre.

Göbeklitepe data de um período anterior ao início da agricultura e até à invenção da cerâmica. Por outro lado, há um estilo que pode ser percebido como artístico nas figuras de animais que adornam as pedras em forma de T que simbolizam o homem.

Nas pedras estão representadas figuras de escorpiões, raposas, touros, serpentes, javalis, leões, lúcios e patos selvagens. As figuras de leões provam que os leões viveram na Anatólia durante o período Neolítico. De acordo com alguns investigadores, essas figuras de animais simbolizam as tribos que visitaram o templo. As descobertas em Göbeklitepe ilustram as habilidades organizacionais que reuniram grandes grupos e as habilidades artísticas avançadas. Símbolos semelhantes aos descobertos – embora menores – podem ser vistos numa região que abrange o norte do Iraque e da Síria. Com base nisso, sugere-se que Göbeklitepe tenha sido um centro de interação cultural no período Neolítico. O facto de os pisos dos templos terem sido construídos de forma a evitar fugas indica que substâncias líquidas foram usadas nas cerimónias. Göbeklitepe foi um centro de culto até cerca de 8.000 a.C. No entanto, foi coberto por terra e desapareceu da história, o que nos leva a perguntar com vigor: "Mas por quê?"

Ainda não se sabe quem desenhou e construiu os templos em Göbeklitepe. Também não foi resolvido o mistério de como essas estruturas foram concebidas há 12000 anos, numa época em que os seres humanos eram caçadores-recoletores e os conceitos de assentamento e agricultura ainda eram desconhecidos. Alguns arqueólogos especulam que essa comunidade de caçadores-recoletores estava organizada à volta de uma ordem xamânica, ou seja, que um xamã ou líder religioso estava por trás de toda a organização.

Outra teoria é que os líderes xamânicos existentes já tinham sido transformados numa classe sacerdotal especial, como aquela que conhecemos do Antigo Egipto. Esta visão sustenta que a socialização ocorreu muito antes do que os dados científicos indicaram até agora e que os seres humanos estavam organizados segundo classes específicas numa ordem hierárquica.

Göbeklitepe é uma das descobertas mais importantes no mundo da arqueologia, o primeiro local a mostrar que as sociedades de caçadores-recoletores, que ainda não haviam feito a transição para a vida urbana, no entanto, construíam templos. É também uma descoberta revolucionária na história da urbanização, ou seja, da civilização.

Schmidt, que iniciou as escavações expressamente por causa desta descoberta, disse uma vez: "O templo veio primeiro, depois a cidade." Nesse processo, Schmidt abriu um novo capítulo na história da civilização precoce. Quem sabe? Talvez a história humana seja reescrita assim que as respostas a estas questões forem encontradas.

O Museu de Arqueologia de Şanlıurfa, inaugurado em 2015, num edifício novo e deslumbrante, organizado cronologicamente em várias salas espaçosas, tem artefactos exumados em Göbeklitepe, mas também descobertas arqueológicas de Nevali Çori, outro sítio arqueológico da região, que pertence à era Neolítica e foi submerso sob uma barragem em 1992.

(Fonte: Hürriyet Daily News)

13.10.18

Arqueólogos tentam resolver o mistério de Hadrianopolis


Pouco se sabe sobre o motivo pelo qual, há milhares de anos, muitos residentes da antiga cidade de Hadrianopolis, localizada no atual distrito de Eskipazar, na província de Karabük, na região do Mar Negro, abandonaram o assentamento.

İbrahim Şahin, diretor de cultura e turismo de Karabük, e Ersin Çelikbaş, académico do departamento de arqueologia da Universidade de Karabük, realizaram recentemente escavações no local.

De acordo com Çelikbaş, Hadrianopolis testemunhou uma evacuação repentina no século VII. "As escavações deste ano revelaram que houve uma evacuação repentina na antiga cidade. Estamos a tentar descobrir o motivo – se ocorreu um terramoto, uma invasão ou um grande incêndio. Mas podemos afirmar com certeza que a vida aqui terminou no século VII. Não havia nem uma única pessoa na antiga cidade. Agora, vamos investigar a razão. Primeiro, estudaremos os desastres que ocorreram naquelas épocas e, depois, os eventos políticos e sociais que poderiam ter ocorrido", disse. "Esperamos obter resultados claros até o próximo ano", acrescentou.

Também foi descoberta uma estrutura com 1500 anos, acreditando-se ser uma das igrejas mais antigas da Anatólia. Os mosaicos descobertos na igreja datam do século V d.C. "Encontrámos figuras muito importantes nos mosaicos. Encontrámos um painel com uma figura de um touro, uma figura de um leão e dois pavões. Quando olhamos para exemplos semelhantes dessas figuras na Anatólia, o exemplo mais completo é o mosaico que encontramos em Hadrianopolis este ano. Achamos que a igreja era dedicada aos imperadores romanos", acrescentou. "É uma cidade antiga muito importante e um ‘paraíso dos mosaicos’, porque Hadrianápolis é conhecida principalmente pelos seus mosaicos. Podemos dizer que é a cidade mais importante da região ocidental do Mar Negro. Foi o centro da eparquia nas idades antigas. Funcionários religiosos notáveis viveram aqui. Os trabalhos deste ano revelaram muitas pequenas descobertas do século VI. Estamos prestes a obter resultados mais importantes nas nossas escavações. Estamos prestes a resolver o mistério na antiga cidade. Anunciaremos esses resultados com descobertas mais concretas nos próximos anos e acreditamos que esses resultados atrairão o interesse mundial para este local", acrescentou.

Sobre Hadrianopolis

Hadrianopolis teve assentamentos nos períodos helenístico tardio, romano e bizantino inicial. Pesquisas arqueológicas de superfície descobriram 14 edifícios públicos e outras estruturas na antiga cidade.

Entre esses edifícios públicos estão dois banhos, duas igrejas, uma estrutura de defesa, túmulos em rocha, um teatro, uma estrutura arqueada e abobadada, um nicho monumental de culto, muros, uma vila, outros edifícios monumentais e alguns edifícios religiosos.

Os pisos das igrejas estão decorados com mosaicos e têm imagens dos rios Geon, Fison, Tigre e Eufrates impressos neles, que são mencionados na Bíblia. Vários animais também são representados nos mosaicos da antiga cidade, que tem sido comparada à antiga cidade de Zeugma.

Os trabalhos de escavação em Hadrianopolis começaram em 2003 e têm continuado de forma intermitente.

(Fonte: Hürriyet Daily News)

26.1.17

Necrópole romana de Dara poderá ser visitada


Uma necrópole romana, descoberta há oito anos durante escavações arqueológicas na antiga cidade de Dara, na província de Mardin, no sudeste da Turquia, abrirá ao público até ao final deste ano.

A necrópole, de época romana, onde centenas de pessoas foram enterradas juntas, foi descoberta na temporada de escavação 2009-2010, em Artuklu.

O Projeto de Reabilitação do Cemitério de Dara foi aprovado pelo Conselho de Preservação do Património Cultural e Natural de Diyarbakır, mas tem sido concretizado pelo Museu de Mardin.

O diretor do museu de Mardin, Nihat Erdoğan, revelou que os romanos fundaram a cidade de Dara no ano 507 d.C., e que "este é um cemitério que foi utilizado nos séculos VI e VII." Disse ainda que as escavações desenterraram muitos ossos humanos, e que, através do projeto de reabilitação da cidade de Dara, que também recebe apoio da Agência de Desenvolvimento de Dicle, as sepulturas de galeria, onde aconteceram cerimónias rituais, foram fechadas com vidro protetor e foram criadas rotas para visitantes. "Seis arqueólogos, quatro restauradores e dois antropólogos estão a trabalhar aqui. Encontrámos velas, garrafas de água e garrafas de lágrimas, que foram colocadas em túmulos na era pagã. Estes achados também serão exibidos no museu. Vamos manter os esqueletos no seu lugar original", acrescentou.

 Único no mundo

"Foram retratadas na entrada cenas com pessoas a recolherem ossos para cerimónias rituais. Isso pode ser visto nas paredes ou tetos de algumas igrejas e em outras estruturas. Mas neste lugar, podem ver-se os corpos enterrados e os relevos juntos. Isso é único no mundo ", acrescentou o diretor do museu.

Fonte: Huriyet Daily News

13.9.15

As ruínas de Olympos

Olympos foi uma cidade lícia localizada perto da costa a sul da cidade de Çıralı, na província de Antália. Juntamente com Phaselis e Idyros faz parte do Parque Nacional Olympos Beydağları.



Sarcófago do capitão Eudemos


Olympos remonta pelo menos ao período helenístico e o seu nome deverá estar relacionado com a proximidade do Monte Olympos (Tahtalı Dağı). Os fogos perpétuos de Yanartaş localizam-se poucos quilómetros a noroeste.

Tem um pequeno teatro, termas romanas com mosaicos, sepulturas lícias romanas e bizantinas, uma igreja bizantina, uma necrópole com mais de duzentas sepulturas com inscrições e muralhas, talvez do período em que a pirataria ameaçou a prosperidade da cidade (século III).

Foi abandonada por completo no século  XV.




Arykanda


Arykanda é uma antiga cidade Lícia, localizada perto da pequena aldeia de Aykiriçay, na província de Antália.


Remonta ao século VII A. C., mas a maior parte dos seus vestígios datam do século V A.C. ao período romano, quando a cidade conheceu a sua fase de maior prosperidade. A cidade foi fortemente atingida por um terramoto no século III, tendo sido abandonada durante mais de mil anos. Os seus habitantes converteram-se ao cristianismo no século III, e foi um centro urbano até ao século XI. Apresenta um bom estado de conservação.


As ruínas da cidade são constituídas nomeadamente pela "rua das sepulturas", por sete complexos termais com paredes com dez metros de altura e com dois níveis de janelas, um templo cristão, uma agora com vestígios de lojas, um teatro proeminente e bem preservado, para além de um estádio com uma vista privilegiada sobre o vale.



28.3.15

Cidade subterrânea de grande dimensão encontrada na Capadócia

O que começou por ser uma escavação para a construção de um complexo residencial na Capadócia, na Turquia, acabou por se traduzir na descoberta de uma cidade subterrânea gigante da época bizantina, onde túneis esculpidos em rocha vulcânica serpenteiam a vila. Terá servido de esconderijo para os cidadãos da região perante a ameaça de invasores, afirma a revista norte-americana National Geographic.
 
Descoberta por baixo de um castelo situado num monte em Nevşehir, a capital da província, a cidade subterrânea remontará ao início da época bizantina. Apesar do local ainda não ter sido muito explorado, estudos iniciais sugerem que a sua dimensão e características podem destronar a cidade de Derinkuyu, que se constitui atualmente como a maior cidade subterrânea na mesma região de Capadócia, de dimensões suficientes para abrigar cerca de 20.000 pessoas.
A Capadócia é uma região turca famosa pelas suas casas escavadas na rocha com chaminés que apelam ao fantástico, pelas igrejas acomodadas em cavernas e vilas subterrâneas escavadas pelos seus moradores há mais de dois milénios.
 
Em 2013, construtores encarregados de demolir casas de baixo orçamento que polvilham a zona junto ao castelo de Nevşehir, encontraram entradas para uma teia de túneis e divisões subterrâneas. Perante a descoberta, o projecto de demolição foi parado e iniciaram-se as investigações com arqueólogos e geofísicos.
 
Em 2014, os túneis levaram investigadores a descobrir um complexo subterrâneo com vários andares e que incluem divisões como salas de estar, cozinhas, adegas, capelas, escadas e locais para produzir óleo usado em lâmpadas para iluminar a cidade. Nessa altura, foram também descobertos alguns artefactos como tiras de couro, cruzes de pedra e de cerâmica, que indicam que a cidade foi usada desde a época bizantina até à conquista otomana, afirma a National Geographic. Quando ameaçados por invasores, os cidadãos da vila subterrânea recuavam para dentro do complexo e bloqueavam os túneis de acesso até que o perigo passasse. Um geofísico da Universidade de Nevşehir estima que a cidade tenha quase 460.000 metros quadrados e que os seus túneis mergulhem no solo até cerca de 113 metros de profundidade.
 
“Maior parque de antiguidades do mundo?"

O presidente da câmara de Neveşehir, Ünver, afirmou que pretende fazer do novo complexo o maior parque de antiguidades do mundo já que esta nova descoberta “é uma nova pérola, um novo diamante, um novo ouro” para a riqueza da região, segundo a National Geographic. A atracção terá hotéis de charme, galerias de arte à superfície, trilhos para caminhadas e um museu debaixo do solo.
Entretanto, o complexo residencial que se pretendia construir inicialmente na região será relocado para os subúrbios e as escavações feitas pela equipa de arqueólogos continuarão na região. “Quando a cidade subterrânea sob o castelo de Nevşehir for completamente revelada, é quase certo que mudará dramaticamente a Capadócia”, garante Murat Gülyaz, o director do museu de Nevşehir.
 
(Fonte: Observador)

8.1.15

Descoberta cidade subterrânea com 5 mil anos

Uma equipa de arqueólogos turcos acaba de confirmar a descoberta do que se julga ser uma das maiores e das mais antigas cidades subterrâneas do país. Os vestígios terão cerca de 5 mil anos e estão localizados perto da cidade turca de Nevşehir.
Segundo informação avançada à imprensa local, a cidade arqueológica nasceu há 5 mil anos. Foi descoberta por construtores que se preparavam para erigir no local um novo projecto imobiliário, que foi entretanto cancelado.
De acordo com o jornal turco Hurriyet Daily News, esta poderá ser "uma das maiores cidades subterrâneas do mundo".
A cidade já foi oficialmente registada pela Associação de Preservação do Património Natural e Cultural da Turquia.
A descoberta tem igrejas e várias galerias que estarão ligadas por túneis de vários quilómetros.

Capadócia é rica em cidades subterrâneas

A Capadócia foi um "terreno fértil" em termos de cidades subterrâneas, uma vez que a sua rocha vulcânica era de fácil escavação.
Até à data, a cidade subterrânea mais conhecida de Nevşehir era Derinkuyu, situada a cerca de hora de viagem da nova cidade.
Derinkuyu, que se acredita ser do século VIII antes de Cristo, ocupa uma área que teria capacidade para albergar "milhares de habitantes".
(Fonte: Boas Notícias)

27.1.14

Basílica bizantina descoberta no fundo do lago Iznik

 
Os vestígios de uma antiga basílica foram descobertos a cerca de 20 metros da costa, no Lago Iznik, por funcionários que estavam a fazer fotografia aérea da cidade para um inventário histórico e arqueológico. 

Os alicerces da igreja encontram-se submersos a cerca de 1,5 metros de profundidade. Arqueólogos, historiadores e historiadores de arte que estão a trabalhar na igreja, estimam que a basílica colapsou durante um terramoto que ocorreu na região no ano 740. Descobriram que foi construída em honra de Santo Neófito, que foi morto com 16 anos por soldados romanos em 303, antes do Édito de Milão, que estabeleceu tolerância religiosa para com os cristãos no Império Romano. 
 
(Fonte: Hurriyet Daily News)

4.4.13

Arqueólogos descobrem "Portão de Plutão" em Hierápolis



Um grupo de arqueólogos italianos descobriu na Turquia as ruínas do "Portão de Plutão" ou Plutonium, que, para os antigos povos greco-romanos, era uma espécie de passagem para o inferno. O sítio localiza-se em Hierápolis, que hoje é considerada Património Mundial da UNESCO, e fica próximo do famoso destino turístico de Pamukkale, na Anatólia. Plutão era considerado o deus dos mortos ou do submundo pela mitologia greco-romana. Segundo os arqueólogos, o portal para o inferno era, na verdade, uma caverna natural através da qual uma grande quantidade de gases letais escapava para a superfície, capazes de matar qualquer ser vivo que se aproximasse de mais da entrada. O local ficava próximo de um templo dedicado a Apolo, e a sua associação com a morte foi crescendo por causa dos peregrinos que visitavam o lugar. Os próprios pesquisadores foram testemunhas das propriedades letais da caverna durante as escavações, presenciando a morte instantânea de diversos pássaros que tentavam aproximar-se da entrada do local. Do portal para o inferno, os arqueólogos encontraram uma piscina e inúmeros degraus saindo da caverna, além de uma inscrição com uma dedicatória ao deus do submundo.
 
(Fonte: Discovery news)

2.4.13

Descoberta "Porta do Inferno" em Hierapolis

Arqueólogos desenterraram os restos de uma antiga caverna mitológica, descrita como sendo a "Porta do inferno". O lendário portão para o submundo, descoberto na Turquia, é referido na mitologia como a "Porta de Plutão".

A caverna foi celebrada na antiga mitologia greco-romana e nas tradições como a porta de entrada para o "submundo".
A equipa de arqueólogos descobriu o portão na cidade antiga frígia de Hierapolis, referido como a porta de entrada para o inferno por Cícero e pelo geógrafo grego Estrabão.
Como o filósofo grego explicou nos seus escritos, a entrada da caverna "vomita" vapores nocivos que matam qualquer coisa no seu caminho.
"Qualquer animal que ali entra encontra a morte instantânea", escreveu. "Eu lancei para lá pardais e eles imediatamente caíram". "Este espaço está tão cheio de vapor nebuloso e denso que dificilmente se pode ver o chão", acrescentou.
Francesco D'Andria, professor de arqueologia na Universidade de Salento clássico, que levou a equipa a descobrir a caverna, explicou que o grupo fez a importante descoberta ao reconstruir o percurso de uma fonte termal.
Após a escavação do local, os arqueólogos também encontraram meias-colunas iónicas com inscrições dedicadas às divindades do submundo de Plutão e Kore.
Sacerdotes, que estariam alucinados sob a acção do fumo, terão sacrificado touros a Plutão, levando os animais para dentro da caverna tóxica, para depois arrastá-los para fora mortos, explicou o arqueólogo.
"Pudémos ver as propriedades letais da caverna durante a escavação", disse D'Andria. "Várias aves morreram quando tentavam chegar perto da abertura do braço, mortas instantaneamente pelas emanações de dióxido de carbono", disse.
Acredita-se que a caverna existiu até ser destruída pelos cristãos, no século VI, ajudados por terramotos.
"Esta é uma descoberta excepcional, pois confirma e esclarece as informação que temos das fontes literárias antigas e históricas", disse Alister Filippini, um investigador da história romana.
 
(Fonte: Diário Digital)