8.10.23

Descoberta de três estatuetas com 7.700 anos em Izmir


Archaeologists have discovered three human figurines dating back 7,700 years during the excavation works in the Ulucak Mound in the western province of İzmir.

Özlem Çevik, the head of the excavation team, stated that three figurines have quite different features from other findings typically found during ongoing excavations at Ulucak Mound, which is the oldest settlement in İzmir, dating back 8,850 years.

"Usually, we come across female figures with large hips holding their chests in the field. However, this year's excavations have yielded intriguing figures. We believe that two of these figurines are a couple, and they are dressed in similar costumes. They wear hats and have pointed noses," Çevik explained.

"The female figurine is depicted carrying a baby in her arms. Similar examples are seen in the Balkans, but they appear much later. These are not well-known pieces specific to Ulucak or Anatolia; they are more commonly found in the Balkans."

The figurines were made from fired clay, and further research on the findings has confirmed their dating to 7,700 years ago, she added.

Systematic excavations at Ulucak Mound, which was first discovered by British researcher David French in 1960, started in 1995 under the leadership of Prof. Dr Altan Çilingiroğlu, with the joint participation of Ege University Department of Protohistory and Pre-Asia and İzmir Archeology Museum.

In the excavations, a large number of ceramic pots, tools made of ganister, stone weapons, mother goddess figurines, and anthropomorphic pots were unearthed.

(Source: Hürriyet Daily News)

6.10.23

Descoberta de mosteiro em Ordu


Researchers have unearthed an abbey during the ongoing excavation work in the area known for ancient Roman-era tomb in the northern province of Ordu.

"We noticed the presence of structural remains during excavations in the tombs. While examining these structural remains, we learned from locals that this structure was referred to as a monastery, and we were able to confirm on-site that it was a church from the Byzantine period," Excavation Director Seçkin Evcim said.

"Later, through historical records, documents and insights gleaned from various travelers and explorers who mentioned specific details, we determined that this site was a monastery church, an abbey, dedicated to Roman Emperor Constantine and his wife Helena."

While conducting road construction in the city, an excavator operator employed by the Fatsa Municipality noticed an unusual layer of material in 2021. The operator halted the work and reported the discovery to the municipality.

Upon notification to Ordu's cultural authorities, initial archaeological examinations revealed the presence of eight tombs dating back approximately 2,000 years to the Roman period.

When the first sarcophagus was opened, it yielded not only human skeletal remains but also coins, glass bracelets, a gold ring, belt buckles, a whole glass tear-shaped bottle, a pottery jug and fragmented glass bottles with indistinct shapes.

"Our goal is not only to unearth them but also to protect and pass them down to future generations,” he added.

(Source: Hürriyet Daily News)

5.9.23

Reconstrução de rosto em crânio desenterrado na Necróple de Juliopólis


O rosto foi reconstituído com base num crânio com uma deformação misteriosa descoberto numa necrópole do século 3 d.C., no sítio arqueológico de Juliopolis, uma cidade antiga localizada na atual província de Ancara.

Trata-se do único crânio deformado datado do período romano descoberto na Anatólia. A sepultura continha restos mortais de um total de sete indivíduos, dos quais dois apresentavam estranhas marcas de deformação propositada nos crânios.

O local foi datado com base em moedas e brincos de bronze e as características morfológicas do crânio sugeriram o seu sexo e datação, com os graus de fechamento da sutura craniana indicando que terá morrido jovem, quando tinha entre 25 e 35 anos de idade.

A reconstituição foi conduzida pelo designer 3D brasileiro Cicero Moraes, em colaboração com os arqueólogos Evren Sertalp e Erge Butün, da Universidade de Hacettepe, em Ancara, na Turquia. Os resultados foram publicados num artigo no site Research Square, a 17 de agosto.

Deformação misteriosa


Os autores do estudo identificaram uma deformação no crânio da mulher de Juliópolis resultante da "aplicação de elementos mais flexíveis, como ligaduras, fitas ou tiras transversais". Essas amarras foram unidas a "outros materiais não plásticos" na parte de trás da cabeça, segundo descrevem no artigo.

Os pesquisadores apontam ainda que dois objetos duros de aproximadamente 5 cm de diâmetro foram utilizados logo acima da testa da mulher. Além disso, havia duas marcas de bandagens na sua caixa craniana.

Recriando o rosto de Juliópolis

Os autores do estudo criaram uma modelagem 3D do crânio por fotogrametria. Isto é, o fóssil foi colocado numa placa giratória e fotografado de diferentes ângulos. Um total de 113 fotografias foram tiradas, sendo que 95 foram utilizadas para o modelo.

No entanto, faltava no crânio a mandíbula e vários dentes superiores. Essas partes foram recriadas digitalmente com base numa biblioteca virtual de doadores que contém imagens de outros ossos.

Uma malha 3D de um doador virtual apropriado foi usada para substituir a mandíbula e os dentes perdidos da mulher turca. A equipa realizou a reconstrução facial utilizando o software Blender com o complemento OrtogOnBlender e o seu submódulo ForensicOnBlender.

“A projeção e a estrutura da face foram determinadas pelos dados adquiridos nas medidas do crânio”, descrevem os pesquisadores, que apresentaram os resultados em escala de cinza e em cores. “Por fim, foi criado o detalhe do rosto e do cabelo, e as imagens finais foram geradas”, acrescentam.

Com a aproximação facial do crânio, os autores pretendem aumentar ainda mais a visibilidade e o reconhecimento do fóssil. “A reconstrução facial deste crânio feminino deformado demonstrará como o povo de Juliópolis do passado pode ter sido”, afirma a equipa. “Além disso, [o estudo] mostra como completar as lacunas de uma amostra – como a mandíbula, neste caso – utilizando dados digitais apropriados, o que pode servir de exemplo para estudos futuros”, concluem.

(Fonte: Galileu)

1.9.23

Estátua romana exposta em museu nos EUA apreendida após reivindicação da Turquia

Este processo relacionado com a estátua exposta no Museu de Arte de Cleveland faz parte de uma grande investigação sobre o roubo e tráfico de peças arqueológicas da Turquia para os Estados Unidos.

A justiça norte-americana determinou a apreensão de uma enorme estátua romana de bronze e cobre, exposta num museu de Cleveland e que se acredita representar o imperador e filósofo Marco Aurélio, depois de ter sido reivindicada pela Turquia.

A apreensão foi determinada pela juíza Ruth Pickholz do Supremo Tribunal, depois de a estátua ter sido reivindicada pela Turquia, divulgou na quarta-feira um meio de comunicação local de Cleveland, no Estado de Ohio, antes de a notícia chegar esta quinta-feira aos media nacionais.

A justiça norte-americana avaliou a estátua - sem cabeça - em 20 milhões de dólares (cerca de 18,4 milhões de euros) e estima que esta tenha 1.800 anos, segundo o jornal New York Times.

O artefacto seguirá para Nova Iorque, porque é neste local que decorre a investigação sobre a rede de tráfico de antiguidades.

A Turquia reivindica a estátua há algum tempo, alegando que esta desapareceu do seu território num roubo por volta de 1960, mas o museu de Cleveland rejeitou o pedido, alegando que não foram apresentadas provas dessa acusação.

Não é a primeira vez que a Turquia identifica peças roubadas e transferidas para os Estados Unidos, tendo já reivindicado e obtido peças encontradas no Metropolitan Museum de Nova Iorque, no Museu de Arte Etrusca, Grega e Romana da Universidade Fordham ou no Museu de Arte de Worcester em Massachusetts.

Esta notícia surge num momento em que há uma crescente consciência dos direitos patrimoniais de cada país e um olhar mais crítico sobre a forma como muitas das peças saíram de países asiáticos, africanos e até do sul da Europa para irem parar a museus norte-americanos ou europeus.

(Fonte: SIC)