4.4.13

Arqueólogos descobrem "Portão de Plutão" em Hierápolis



Um grupo de arqueólogos italianos descobriu na Turquia as ruínas do "Portão de Plutão" ou Plutonium, que, para os antigos povos greco-romanos, era uma espécie de passagem para o inferno. O sítio localiza-se em Hierápolis, que hoje é considerada Património Mundial da UNESCO, e fica próximo do famoso destino turístico de Pamukkale, na Anatólia. Plutão era considerado o deus dos mortos ou do submundo pela mitologia greco-romana. Segundo os arqueólogos, o portal para o inferno era, na verdade, uma caverna natural através da qual uma grande quantidade de gases letais escapava para a superfície, capazes de matar qualquer ser vivo que se aproximasse de mais da entrada. O local ficava próximo de um templo dedicado a Apolo, e a sua associação com a morte foi crescendo por causa dos peregrinos que visitavam o lugar. Os próprios pesquisadores foram testemunhas das propriedades letais da caverna durante as escavações, presenciando a morte instantânea de diversos pássaros que tentavam aproximar-se da entrada do local. Do portal para o inferno, os arqueólogos encontraram uma piscina e inúmeros degraus saindo da caverna, além de uma inscrição com uma dedicatória ao deus do submundo.
 
(Fonte: Discovery news)

9.12.12

Muralhas de Constantinopla



















As muralhas de Istambul rodearam e protegeram Constantinopla desde a sua fundação como nova capital do Império Bizantino pelo imperador Constantino. Foram a última grande fortificação e uma das mais complexas, com vários prolongamentos e modificações. Foram construídas por Constantino,  e rodearam Constantinopla por todos os lados, protegendo a nova cidade de ataques por mar e por terra. Com o crescimento da cidade, foram construídas as muralhas de Teodósio no século V. Mantiveram-se intactas durante a maior parte do período Otomano, até algumas partes serem desmanteladas  devido ao crescimento da cidade. Muitos troços das muralhas ainda se mantêm, enquanto que outros foram reconstruídos no âmbito de um vasto programa de restauro levado a cabo desde os anos 80 do século XX.

4.10.12

Turquia quer reaver património e visitou Museu Gulbenkian

A Itália, a Grécia e o Egipto são peritos nestas campanhas, ao contrário da Turquia, que, tendo em curso um programa de pedidos de devolução de antiguidades pelo menos desde o início dos anos 1990, não costuma servir-se de jornais e televisões para pressionar os seus interlocutores. Mas, nos últimos meses, Ancara parece ter mudado de estratégia. As autoridades turcas ligadas à conservação do património estão a pedir a museus em todo o mundo que façam um exame aos seus acervos e determinem em que condições determinadas peças ali chegaram. Ao mesmo tempo, o ministro da Cultura e o director-geral do Património têm falado à imprensa, defendendo os objectivos da campanha, dando conta de vitórias pontuais e apontando a mira a algumas colecções internacionais. Garante a revista britânica The Economist que museus como o Metropolitan (Nova Iorque), o Pergamon (Berlim) e o Louvre (Paris) receberam já a visita de representantes de Ancara, alguns com exigências precisas. O diário norte-americano The New York Times (NYT) não hesita mesmo em escrever na edição do passado domingo que os directores destas instituições se sentem "sitiados" pelas exigências do Governo turco. Foi nesta lista de museus de prestígio que poderiam vir a ser objecto de pedidos de devolução que a Economist de 19 de Maio incluiu o Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa. O director do museu, João Castel-Branco Pereira, confirmou terça-feira que recebeu em Junho dois representantes turcos na sede da fundação, mas que não houve qualquer pedido formal de restituição de peças. "Sabiam exactamente o que procuravam, certamente porque consultaram os nossos catálogos," diz. "Traziam, inclusive, o número de inventário dos fólios que gostariam de ver. Disseram apenas que queriam estudar os documentos e consultar os seus registos." Este lote de documentos é composto por cinco fólios (folhas) soltos dos séculos XV a XVII, uns de um volume do Corão, outros de um manuscrito não-identificado, diz Jorge Rodrigues, responsável pelo acervo de arte islâmica da colecção Gulbenkian. "São todos belíssimos, com iluminuras, mas como são meramente decorativos, sem texto, não é possível determinar a que tipo de obra pertenceriam os que não são do livro sagrado," acrescenta o historiador de arte. O mais importante destes documentos terá sido a página (ou uma das páginas) de abertura de um Corão da segunda metade do século XV, com uma shamsa, "uma representação figurada do sol que teria o sentido simbólico de 'iluminar' os fiéis," explica Rodrigues, acrescentando que a inscrição que lhe está associada a dedica ao seu encomendador, provavelmente o sultão otomano Mehmed II, "O Conquistador", que reinou entre 1451 e 1481. Sem entrar em detalhes, uma fonte oficial da Embaixada da Turquia em Lisboa confirmou o pedido de informações à Gulbenkian, mas garantiu que este nada tem a ver com a campanha a que se referem os artigos da Economist e do New York Times. "A visita ao Museu Gulbenkian foi pedida por Ancara e é de rotina," acrescentou a mesma fonte. "É um procedimento normal no quadro das relações culturais entre países. Todos os países podem fazer este tipo de visitas de rotina." O director do Museu Gulbenkian autorizou o acesso à informação do inventário e, segundo Jorge Rodrigues, foram já enviadas aos representantes turcos imagens digitalizadas dos documentos em causa. "Acho muito bem que um país queira conhecer o património que tem espalhado pelo mundo," diz Castel-Branco Pereira, "mas passar daí a uma exigência será outra coisa, implica uma reflexão."

(Fonte: Público)

31.8.12

Ossos e cerâmica na Casa de Ópera de Ancara

Foi descoberto um crânio e vários outros ossos humanos durante obras de reformulação da Casa de Ópera de Ancara. Os ossos foram descobertos debaixo do palco dessa importante sala de espectáculos, a par de vários fragmentos de cerâmica do período tardo-romano. Segundo a equipa de arqueólogos e de antropólogos do Museu das Civilizações da Anatólia de Ancara, o crânio pertencerá a um homem com idade entre os 25 e os 30 anos, enquanto que os restantes pertencerão a uma mulher cuja idade não foi determinada. 

25.8.12

Família das línguas indo-europeias terá surgido na Anatólia

Um novo estudo sobre a origem da família linguística indo-europeia defende a hipótese de que esta apareceu e se disseminou a partir da região da Anatólia (a actual parte asiática da Turquia), há 8000-9500 anos atrás.
A teoria mais aceite até agora, contrariada por estes investigadores da Universidade de Auckland (Nova Zelândia), diz que esta família teria surgido milhares de anos mais tarde perto do mar Cáspio (na estepe pôntico-cáspia).
Os investigadores utilizaram métodos desenvolvidos para rastrear a origem geográfica de surtos virais. "Sabendo como os vírus se relacionam entre si, é possível rastreá-los através da sua ascendência e descobrir onde tiveram origem. Aplicámos esse método às línguas." explica Quentin Atkinson, autor principal do estudo agora publicado na "Science".
O investigador do Departamento de Psicologia da Universidade de Auckland trabalhou com equipas europeias e norte-americanas. O estudo analisa o vocabulário básico e a informação geográfica de 103 línguas indo-europeias antigas e contemporâneas. A localização e a antiguidade do antepassado comum é consistente com a hipótese da Anatólia.
É também coerente com a teoria da expansão da agricultura via Balcãs, que chegou à Europa mais ocidental há 5 mil anos. Vai, igualmente, de encontro aos dados que indicam a contribuição das populações daquela zona para o património genético europeu.
Este trabalho é a continuação de um outro estudo publicado em 2003 na "Nature" pela mesma equipa. Naquele, utilizaram métodos da biologia evolutiva para construir uma árvore genealógica das línguas. Já ali contrariaram a teoria mais convencional de que este grupo linguístico teria surgido milhares de anos mais tarde perto do mar Cáspio.
A família indo-europeia engloba numerosas línguas e dialectos da Europa, Irão e do norte da Índia.

(Fonte: Ciência Hoje)