15.8.07

Pinturas e relevos podem revelar a origem dos habitantes de Çatalhöyük

As pinturas e relevos descobertos nas paredes de Çatalhöyük podem trazer uma nova luz ao estudo das rotas migratórias dos habitantes da Estação Neolítica de Çatalhöyük.
As escavações no local são patrocinadas pela Boeing e pelo Yapı Kredi e são dirigidas pelo professor Ian Hodder desde 1993. Mais de 100 especialistas em várias discipinas e arqueólogos dos Estados Unidos, Inglaterra e Polónia, também se encontram a trabalhar em laboratórios junto à estação arqueológica.
O arqueólogo Banu Aydınoğlugil destacou que a diferença mais significativa entre Çatalhöyük e os outros sítios Neolíticos, é a presença de relevos e pinturas preservados nas paredes. Disse também que em Çatalhöyük existiu planeamento urbano e uma estrutura social igualitária. "As casas em Çatalhöyük foram construídas com barro seco ao sol e tinham portas e telhados. Estavam distribuídas umas ao lado das outras e nenhuma era superior à outra, o que pode indiciar uma estruturação igualitária da sociedade. Não tinham um líder e viveram em paz."
Até agora só 5% do sítio Neolítico de Çatalhöyük foi escavado.
Um grupo de arqueólogos da Universidade de Poznan na Polónia, descobriu recentemente o primeiro local de enterramento propositadamente construído para o efeito. Segundo o Dr. Arek Marciniak: "nas paredes deste quarto vimos alguns motivos que pensamos inicialmente terem sido gravados com osso. Vimos motivos espirais que já tínhamos visto anteriormente em utensílios de cozinha. Pensamos que estes motivos nas paredes serviram de modelo para aqueles também verificados nos artefactos de cozinha." Marciniak explicou que já viram estes motivos em artefactos de cozinha na Anatólia Central. "O que importa salientar é que os objectos que têm estes motivos vão ser analisados e depois talvez se possam desenhar as rotas migratórias dos habitantes de Çatalhöyük”, acrescentou Marciniak.

22.6.07

Os Etruscos vieram da Turquia

Uma pesquisa genética divulgou que o povo, cujos descendentes vivem na parte central de Itália, teve origem no território que hoje corresponde à Turquia.
A Conferência Europeia de Genética Humana analisou amostras de DNA de homens com apelidos típicos da região e cujas famílias vivessem no mesmo local há pelo menos três gerações. Três áreas da Toscana foram analisadas: o vale de Casentino e as cidades de Volterra e Murlo. As amostras de DNA recolhidas são muito mais similares às de populações da Turquia do que às dos habitantes de outras partes de Itália.
Os Etruscos, cujos descendentes vivem actualmente no centro de Itália, constituem um dos maiores enigmas da antiguidade. A sua língua, que nunca foi devidamente decifrada, é diferente de todas as outras da Itália Clássica. Há séculos que a origem deste povo tem sido investigada e debatida por estudiosos.
Uma investigação genética, tornada pública no passado fim-de-semana, parece pôr fim ao enigma, mostrando que os Etruscos vieram da área que é agora ocupada pela Turquia, e que os parentes mais próximos de muitos dos actuais Toscanos e Úmbrios podem ser encontrados, não em Itália, mas em Izmir.

Mais informação aqui.

(Fonte: The Guardian)

18.6.07

Foram resolvidos os 120 códigos de Santa Sofia

Graças a um estudo realizado maioritariamente por investigadores da Universidade de Roma, foi decifrado o mistério das várias marcas inscritas nos elementos de construção da outrora igreja, e agora museu, de Santa Sofia, em Istambul.

Durante os últimos oito anos de investigação, a equipa catalogou e decifrou as assinaturas de 120 construtores responsáveis pela edificação de Santa Sofia, descobertas nos silhares, pavimento e pilares do edifício.
A equipa seguiu a pista das assinaturas com um método semelhante ao utilizado na popular obra "O Código Da Vinci", e comparou-as com outras marcas semelhantes existentes em construções do mesmo período.
Este tipo de marcas foi encontrado, nomeadamente, numa igreja mais pequena também chamada Santa Sofia, localizada nas imediações da outra e considerada sua precursora.
O estudo foi autorizado pelo Ministério turco da Cultura e foi financiado pelo Ministério italiano dos Negócios Estrangeiros e pelo Centro italiano de investigação.

As assinaturas dos mestres consistem nas abreviaturas dos seus nomes e nos símbolos do grupo ao qual pertenciam. Cada nome e símbolo representa um mestre diferente, especialista num determinado aspecto da construção.
Todas as assinaturas, compostas por códigos da Grécia Antiga, foram catalogadas e os resultados científicos da investigação foram publicados.

29.5.07

Foi descoberta na Turquia a âncora mais antiga do mundo


A âncora de madeira mais antiga do mundo foi descoberta durante escavações arqueológicas na cidade portuária de Urla, por investigadores do Instituto Leon Recanati para os Estudos Marítimos da Universidade de Haifa.
A âncora, datada do final do século VII a.C., foi encontrada perto de uma construção submersa a cerca de 1,5 metros de profundidade.
Esta descoberta surgiu no âmbito de trabalhos de investigação que decorrem desde o ano 2000, no âmbito de um projecto de cooperação entre a Universidade de Haifa e a Universidade de Ancara.


O porto de Urla, uma cidade portuária localizada perto de Izmir, tem mais de 5,000 anos de história.
Durante as escavações foram ainda encontrados restos de um antigo porto. Os achados revelaram que o porto, que serviu o antigo povoado grego de Klazomenai, terá submergido no século VI a.C. por razões que não são conhecidas.
Durante a última temporada de escavações, tornou-se claro que um pedaço de madeira encontrado, em 2003, preso no solo na base do antigo porto, é na realidade uma âncora de madeira.
A âncora foi encontrada cravada no solo a 1,5 metros de profundidade e foi datada do final do século VII a.C., o que a torna a mais antiga âncora do mundo encontrada até à data.

15.5.07

As pinturas rupestres (de cavalos) mais antigas da Anatólia

De acordo com uma recente investigação arqueológica, as pinturas de cavalos nas formações rochosas de Eskişehir, no distrito de Sivrihisar, são as mais antigas da Anatólia.
A investigação revelou que essas figuras, as primeiras representações conhecidas de cavalos, recuam a 6 000 a.C., e que a área onde se encontram terá sido habitada durante o Neolítico Recente.

Segundo Ali Umut Türkcan, da Universidade da Anatólia, as pinturas foram encontradas por dois fotógrafos amadores em 2002. Integram 20 figuras de cavalos e uma figura que parece ser humana, representada com as mãos levantadas diante dos cavalos.
As pinturas foram posteriormente estudadas com recurso ao programa informático Photoshop.
“As pinturas são muito importantes, porque são as primeiras figuras de cavalos encontradas na Anatólia. Os cavalos têm um papel muito importante nesta região, que é por tradição uma região de criação de cavalos. Para além das pinturas rupestres, foram também descobertas na região, cerâmicas e materiais líticos do Neolítico Recente, sugerindo que esta área também terá sido habitada nesse período".